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>> FLASH >> BATALHAS CULTURAIS ENTRE OS REIS DO PETRÓLEO - Quinta-feira, 26 de abril de 2007

O Líbano não escapou da tragédia da Universidade de Virginia Tech

Reunião na margem do lago Léman para evitar explosão de violência no Líbano

Artigo de ALAIN CAMPIOTTI, publicado no jornal “Le Temps” de 23 de abril de 2007
 

Mais de 180 empresas de segurança privadas, americanas e britânicas em sua maioria,  operam no Iraque. Empregam mais de 50.000 pessoas, cujas missões se confundem com as dos militares. Blackwater, que recebeu em cinco anos mais de 570 milhões de dólares do governo americano, utilizando  no Iraque blindados, aviões e helicópteros. As associações para a defesa das liberdades se preocupam de ver uma tal potência de fogo escapar do controle da corrente do comando oficial. Os erros  são raramente punidos. Desenho de Plantu, publicado no Le Monde, 5 de abril de 2007 

Os litorais de Lavaux oferecem uma esplêndida tranqüilidade. Doze libaneses se reuniram para discutir com calma, durante três dias, no Mont-Pèlerin,  sobre seu país  ameaçado por uma nova explosão de violência. Portanto eles,  funcionários de alto nível,  pertecem aos dois campos políticos que em Beirute não se falam mais entre si. A reunião foi organizada pela Associação jovem suíça para o dialogo euro-árabe-muçulmano, com o apoio do Departamento federal dos negócios estrangeiros. O Líbano esta paralisado desde novembro passado por uma crise que lembra os princípios da guerra civil (1975-1990). O fogo começou quando o Hesbollah e seus aliados abandonaram as dez pastas ministeriais que ocupavam no governo do sunita Fouad Siniora. O centro da disputa: o tribunal internacional que as  Nações Unidas   decidiram  constituir para  julgar os autores e os mandatários do assassinato em 2005 do ex-Primeiro Ministro Rafic Hariri. O movimento xiita pretende derrubar o governo composto de cristãos, de sunitas e de druzos, que cercaram no centro de Beirute  e  que considera como uma marionete nas mãos dos ocidentais. O outro campo acusa o Hesbollah e o Presidente Emile Lahoud de servir os interesses da Síria, suspeitando de que está por traz do assassinato de Hariri.  Durante este tempo, os emirados do Golfo se livram a uma dura competição cultural, com projetos gigantescos. Nos parece muito distante o tempo onde Beirute foi consagrada “Capital Cultural do Mundo Árabe”. Lembra que foi  em 1999. Hoje são os Emirados do Golfo que levam a palma de atração cultural. Tinham o petróleo e era tudo. Agora  tem a sua disposição o  Louvre,  Guggenheim e  a Sorbonne... Recebem a Christie’s, Robbie Williams e Shakira. Das areias do deserto de Sharjah,  Catar,  Dubai e  Abou Dhabi saem museus construídos por Frank Gehry, Zaha Hadid, Jean Nouvel, Tadao Ando ou ainda Eoh Ming Pei... Neste grande jogo de monopólio, a competição é dura entre os emirados do Golfo que desejam atrair o residente ou turista de luxo. O mercado de arte se anuncia, igualmente, bastante prometedor e segundo os profissionais, um “mercado muito mais maduro” que o mercado emergente  da República Popular da China que faz sonhar todo o ocidente. Como prova, as vendas Christie’s que se sucedem, o primeiro salão  de Arte do Golfo  em Dubai organizado no inicio de março dentro do quadro suntuosa do Jumeirah Madinat Arena e do espetacular Fort Island e da audaz Art Paris Abou Dhabi, que como seu nome indica, exportará desde novembro o  salão de Arte Moderna do Grand Palais parisiense sob o patrocínio do “Emirates Palace” na capital da federação . Sobre um outro plano, nos Estados Unidos, dois estudantes libaneses, Reema Joe Samaha, 18 anos e Ross Abdallah Alameddine, 20 anos, assim que um estudante egípcio, morreram no massacre ocorrido na  Universidade de Virgina Tech, onde um estudante de origem da Coréia do Sul, segunda-feira, 18 de abril, matou  mais de 32 pessoas.  Finalmente na  França  os dois grandes candidatos Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal foram eleitos no dia 22 de abril e disputarão as eleições presidenciais  no dia 6 de maio próximo.  

 

 

 

No campus da Universidade de Virgian Tech nos Estados Unidos, após o massacre de 16 de abril ultimo no qual 32 estudantes, entre os quais  dois libaneses, Reema Samaha , 18 anos e Ross Alameddine, 20 anos, morreram

 

 

Crianças brincando perto do farol de Tiro, na ponta norte da península, onde a temporada da praia começa. Foto realizado em 21 de abril de 2007. Naji Farah

 

 
 

 

 

 

 

 

 

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